02 março, 2017

Resenha: Interator - Quando game e realidade se confundem, de Alexandre A. de Oliveira


Recebi este livro da Editora Jaguatirica, por conta de uma proposta enviada por email. Gostei da prévia que eles me deram do livro, e como era relacionado a tecnologia e a games - temas que nunca tinha lido, eu achei que seria legal ler este livro e trazer uma resenha aqui para o blog. Pois seria um livro com um conteúdo diferente dos outros que eu fiz resenha, e poderia agradar alguns leitores do blog. Então, enquanto eu lia o livro, fui fazendo algumas anotações para ajudar na hora da resenha, e hoje eu vou resenhar este livro para vocês!

GÊNERO: Ficção Brasileira | ANO: 2016 | EDITORA JAGUATIRICA | PÁGINAS: 443 | NOTA: 3/5

Sinopse: "Marcelo é um adolescente expert em computação, mas sua família vive em grandes dificuldades financeiras. Para piorar, ele ainda sofre bullying na escola onde estuda, passando quase todo o tempo fantasiando com uma vida melhor. Tudo começa a mudar quando o rapaz descobre que a Assertiva, uma empresa de jogos, está para lançar um game de interatividade absoluta - ou seja, através de um equipamento (a câmara de interação) o jogo é inserido na mente do jogador, o que lhe traz sensações físicas de estar dentro do jogo, como suor, dor e cansaço.
      Tentando fugir de sua vida e de si mesmo, sorrateiramente Marcelo altera a programação da máquina, pede um teste e se tranca no mundo da fantasia. Apenas Fábio, seu pai, é quem poderá salvá-lo e, nessa missão, ele será desafiado em seus próprios limites na tentativa de resgatar o filho do mundo da fantasia e trazê-lo de volta à realidade. Porém, Fábio precisará superar barreiras emocionais e preconceitos desde que abandonou a família."



Este é um livro que me deixou instigado em saber da história que o mesmo contava. Marcelo é um adolescente chegando na fase adulta, e que têm vários problemas em sua volta. Ele pode ser um ótimo expert em computação, mas os problemas que o rondam são maiores e o distraem da sua vida pessoal, e acadêmica. Financeiramente a sua família não é estável, mas mesmo assim ele estuda no colégio mais caro da região. Sofre bullying, e se sente deslocado, pois a condição das outras pessoas faz com que não seja fácil sua entrada num grupo de amizade, pois os assuntos são diferentes.

Marcelo tem um único bom amigo na escola, Carlos, com quem conversa bastante. Depois de Carlos contar sobre evento da Assertiva, empresa responsável pelo game de interatividade absoluta, Marcelo fica focado em conseguir passar por este teste, que seria entrar no sistema de segurança da empresa, e ganhar o prêmio de cento e vinte mil reais, podendo assim ajudar sua mãe, ou usar para pagar a experiência beta do game que está prestes a ser lançado.

O livro trás à tona várias questões sociais, como por exemplo o uso excessivo da tecnologia, podendo trazer vantagens e desvantagens para os seus consumidores. Mostrar isso no livro, nos deixa de olhos abertos para a época que vivemos, com tanta tecnologia em nossa volta. Os problemas pessoais de Marcelo como não ter a presença do pai, ser financeiramente instável, e sofrer bullying deixa o personagem profundo, com pensamentos extremamente reais, mas, em questão dos outros personagens, suas personalidades para mim foram rasas. Vocês acham que isso pode atrapalhar a leitura do livro?


Acredito que a única coisa que me deixou dar uma nota de 3 de 5, foi que em algumas partes os personagens parecem esquecer os diálogos anteriores, e mudam repentinamente de opinião. E tento Marcelo, um personagem muito bem trabalhado no meio dos outros, deixa alguns diálogos flutuando entre as linhas. Porém eu adorei como o autor usou meios técnicos para demonstrar o Mentor. Penso que foi uma grande pesquisa que o fez criar o Mentor.

O livro é bom, o enredo também é, com alguns nuances, mas que não interferem tanto para a história final. Pessoas mais entusiasmadas com tecnologia e games, poderão gostar mais ainda deste livro, que mostra como é muito bem estudado. A leitura é rápida, as páginas do livro são de um tom amarelado, assim não cansa tanto a vista, e a fonte não deixou a desejar. Foi uma ótima experiência ler este livro, e ver um pouco mais da ficção brasileira que eu tinha pouco explorado. O que vocês acharam deste livro, ficaram com vontade de ler? Me contem nos comentários!

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