19 agosto, 2016

Canção da Realidade


Nessa semana, tive uma aula de português aonde lemos o poema "Canção do Exílio", que é um poema muito conhecido, e vimos também uma paródia desse poema. Depois de aprender sobre isso, a nossa professora falou para que fizéssemos uma paródia do poema de Gonçalves Dias. Então o poema abaixo é a minha paródia do poema "Canção do Exílio".

Minha terra não tem palmeiras,
Não escuto mais os pássaros,
Tinham um canto belo,
Que entrava no meu quarto.

Desmataram nossas florestas,
Corromperam o natural,
Vieram de longe,
E o que fizeram, foi mal.

As grandes máquinas,
Estragam a minha noite.
Os ventos, são dizimados,
Pelos muros, como se fossem foices.
Letras estrangeiras alcançam e,
Quase tomam o lugar de nossa língua.
A fauna, a flora, do meu país,
Está no museu, presa, parada, sem vida.

Às vezes a morte pode ser
A resposta para eu não ver,
A grande perda que acontece.

Abro livros de história e,
Vejo a glória que um dia, esse país já teve,
E agora me deito e vejo,
A grande perda que acontece.

2 comentários:

  1. Eu estava pesquisando uma versão da Canção do Exílio, para a próxima aula de Semântica e Estilística e achei a sua. Gostei e utilizarei.
    Ass: Gislaine Gonçalves - aluna do curso de Letras da Unicsul.

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    Respostas
    1. Que bom que encontrou, e espero que te ajude. Gostei muito em saber que um dos meus poemas foi usado. Obrigado mesmo! Volte sempre!

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