24 junho, 2016

Futuro


O que ele me reserva?
Cada passo em falso que eu dou,
Cada lágrima que escorre,
E todo o ultimo canto, que o pássaro entoou.

O preto da tinta,
O ciano do mar,
O pincel que pinta,
E eu a olhar.

A borda do quadro,
Que limita,
É a escuridão do meu pensar,
É tudo que rima, é aquilo que me faz rimar.

É aquilo que não sei,
O cavalo que não cavalguei,
É o choro da criança,
Que eu ainda não segurei.

É o que é incerto,
Certo, errado, mistura, pecado, sabor,
É a escada pro céu,
O elevador para o inferno.

Futuro nada mais é que um véu,
Na frente de tudo, na frente de nós, na frente dele, dela.
É a aquarela não pintada, é a gaita não tocada,
É o véu, que cobre, e impede, aquilo que meu interior pede.

Foto por Alex Wald

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