21 abril, 2017

Resenha: O Exilado Político Vegetariano, de Alexandre Kostolias

Sinopse: Simplesmente por ser vegetariano, Hernán López foi perseguido e virou preso político na província de Santa Fé, no interior da Argentina. Desapontado com seu país natal, seguiu para os Estados Unidos, buscando o sonho americano da completa liberdade de pensamento e expressão.

No entanto, em seu exílio, passou por situações inusitadas e desafiadoras. Conheceu as tradições e costumes do budismo, viveu em uma comunidade hippie, juntou-se com uma socialite multimilionária e ainda tentou uma imersão cultural na Ásia, sendo sempre urgente e imprescindível contar com sua presença de espírito para fugir dos constrangimentos e, por vezes, até da morte certa. Baseado em fatos reais – e com a prosa leve e divertida que lhe é peculiar – o escritor Alexandre Kostolias atravessa as décadas de 1970 a 1990 incursionando sobre o tema da tolerância, das liberdades, das crenças coletivas e suas contradições e, sobretudo, dos excessos de uma sociedade ocidental que se pretende moderna, intelectualmente superior e politicamente correta.

GÊNERO: Romance Brasileiro | ANO: 2016 | EDITORA JAGUATIRICA | PÁGINAS: 211 | NOTA: 5/5
Este é um livro que excedeu minhas expectativas. Foi muito bom ler este livro, e conhecer a história que o Alexandre nos conta. Sabe aquelas histórias que te prendem até o final? Pois é, esse livro é desse estilo, e é isso que eu gostei nele. 

Por ser uma história baseada em fatos reais, você se sente muito mais perto do personagem, pois você sabe que aquilo realmente aconteceu. E o estilo da escrita é muito boa para quem está começando a ler livros, você fica ainda mais fascinado. Pois a leitura ocorre muito "lisa", e você não vê o tempo passar enquanto lê, por conta da história que o livro te passa.
A personalidade de Hernán, e como ele muda durante o livro com o passar da história é muito interessante. Esse livro passa pontos de vistas muito divergentes, de um argentino vegetariano que adora as práticas budistas e a cultura asiática, à um casal de alemãs lésbicas que acreditam firmemente nos ideais feministas, à uma americana com uma herança gigante, mas que odeia o famoso "Tio Sam" e a vida capitalista. 

É assim, com várias ideias que o livro nos mostra, que o Hernán depois de ser exilado do seu país, se molda e vê que o mundo e a mente das pessoas não são iguais, e que em cada país, cada lugar, iremos encontrar novas ideias, novas ondas de pensamento, e que devemos ser tolerantes e se formos contra, o debate e a conversa pacífica é a melhor maneira de resolver.

O autor desse livro foi magnifico, e fiquei muito feliz em poder ler este livro. Com toda a certeza entrou na minha lista de livros favoritos. E vocês? O que acharam desse livro? Ficaram com vontade de ler? Me conta aqui abaixo nos comentários! 

Se você gostou do livro, você pode compra-lo nestes seguintes links: 

Obrigado Editora Jaguatirica, e até a próxima.

11 abril, 2017

III Pedalada


Neste último fim de semana (09/04), eu pude novamente desfrutar de uma pedalada que eu ajudei a organizar. Ano passado, quando eu estava no último ano do ensino médio fui chamado para ajudar a organizar uma pedalada para os alunos e pais e professores, tudo isso para mostrar como a bicicleta é o melhor meio de transporte que temos, e quais são suas vantagens, e o que devemos seguir quando andamos de bicicleta. Fiz algumas falas em salas sobre as regras, leis e etc, envolvendo a bicicleta para que as pessoas ficassem a parte da situação. E ano passado ocorreu 2 pedalas, sendo que eu fui na segunda somente!

Mas esse ano tivemos a primeira pedalada do ano, e foi extremamente legal! Fizemos a mesma rota da última, porque não sabíamos quem ia vir, e escolhemos deixar a mesma rota e mudar na próxima. E mesmo sendo a mesma rota anterior, foi novamente interessante! Fui com as minhas amigas, e foram bastante pessoas nesta pedalada.

Queria compartilhar isso com vocês, e mostrar como a pedalada é uma forma de mostrar que a bicicleta é o melhor meio de transporte que temos, pois faz bem para quem anda, e para o meio ambiente que está na nossa volta. E com essas pedaladas nós vamos conscientizando as pessoas para que elas consigam entender e ver como a bicicleta é boa!






30 março, 2017

Eu penso muito sobre o futuro


Eu quando estou fazendo alguma coisa, pensando em algo, junto com isso dentro da minha mente vêm tantas probabilidades sobre o futuro, e sobre o que pode acontecer e como vai acontecer. Eu acho que isso me corroí cada vez mais e mais, deixando minha mente e meu interior mais fraco. Não importa o quanto de certeza que eu tenho sobre aquilo, alguma coisa eu sempre vou duvidar, e eu sempre vou pensar no que pode acontecer se der tudo errado. Eu sei que não é uma coisa boa para pensar, e para conviver com isso, mas infelizmente faz parte da minha vida.

Eu tento pensar em outra coisa, assistir algum vídeo, escutar uma música, mas simplesmente esses pensamentos sobre o futuro sempre estão aqui, e é quase raro que eles sejam bons. Para combater isso desenvolvi uma técnica que também funciona às vezes, mas é melhor "às vezes" do que "nunca". Eu continuo pensando sobre o futuro, mas acrescento coisas boas, os finais mais felizes para mim. Só que algumas vezes essa técnica não funciona, e mesmo assim meu cérebro me diz que vai acontecer daquele jeito.

Posso estar semanas longe do que vou fazer, posso estar meses, até mesmo anos, eu começo a suar, a ficar nervoso, só de pensar que uma hora vou ter que enfrentar. É estranho porque se fosse da minha vontade eu não iria pensar em nada disso, eu estaria muito melhor! Mas é automático, e eu sempre fico nervoso. E quando estou assim, desse modo, eu não consigo pensar no que postar no blog, no que compartilhar com vocês, nem ler direito um livro que eu quero resenhar para vocês eu consigo, porque o que tem na minha mente é somente o futuro!

Não sei se é um problema com ansiedade, se é sério, mas eu sei que algo está errado. E eu só queria compartilhar com vocês, porque, se eu guardo tudo isso, todos esses pensamentos dentro de mim, eu fico louco. Nem que eu fale sozinho, em inglês, sobre isso para me acalmar, mas eu tento de tudo para esquecer daquilo e ficar tranquilo porque é outra experiência, outra coisa que vou passar. Às vezes não tem como cancelar, e então tenho que afrentar, mas mesmo aceitando eu continuo a pensar!

Foto por Marietta Varga

21 março, 2017

Aquela música que lembrava você


E começou a tocar, eu não estava preparado. Eu estava na sala, lendo um bom livro, tomando um bom drink, quando aquela música começou a tocar. Será que o rádio captou algo no ar? Será que ele sentiu que a minha energia emanava algo extremamente bom, e ele simplesmente lembrou que você fez parte da minha vida, e que você sempre escutava essa música no carro, na minha casa, na sua casa, e era louco como em qualquer lugar que íamos essa música tocava. Nem era uma música viral, era aquela música que sempre que tocava eu lembrava de você. E hoje não foi diferente!

A nossa sinergia era algo incomum, não tinha outra no mundo igual, era algo que só a gente sentia, era algo que só a gente vivia, era intenso. Tão intenso que chegou no ápice, que estourou, que tomou conta de nós dois, e quando isso aconteceu, quando não tinha mais espaço para nada, e só tinha aquele sentimento que antes confortava e que agora estava nos sufocando, nós não aguentamos mais, jogamos os tacos e aceitamos que tudo aquilo tinha acabado.

Era eu e você, você e eu, era nós dois contra quem dissesse que aquilo não era real. Mas nós sabíamos que era! Nós sentimos cada beijo, nós amamos da melhor maneira, nós líamos os livros e rapidamente se entediávamos e voltávamos a amar, sempre com aquele sentimento que emanava, e com aquela música que tocava.

Depois de tudo isso chegou o fim, e nós esperávamos que isso iria acontecer. Nosso amor era tão intenso para ser vivido para sempre, aquilo era um momento, um momento bom que nós adorávamos, mas sabíamos que esse sentimento um dia ia acabar, e simplesmente acabou. A gente não se assustou, somente aceitou que aquele era o fim. E até mesmo no fim aquela música tocou.

E hoje, depois de anos, de meses, de dias longe de você, o rádio sentiu que eu precisava, e tocou a música que nos tocava. Nós dançávamos com essa música, e hoje ela não toca mais. E quando a melodia dessa música entrou no meu ouvido eu pude reviver tudo o que vivemos, eu pude sentir o que sentimos nos dias que estávamos juntos. E eu chorei, chorei de alegria, chorei porque foi amor, chorei porque foi verdadeiro, chorei porque nós dois sabíamos a verdade, chorei porque eu senti de novo a vida.

Mas não desejei que voltasse, foi algo que aconteceu no tempo que deveria ter acontecido, foi algo que emocionou nossas vidas naquele tempo, foi algo que nos fez viver mais e mais, sempre pensando no futuro. Foi algo que nos amadureceu, foi algo que nos fez seres humanos. Foi algo necessário!

E agora que essa música acaba, eu só mentalizo uma mensagem para você, de que eu te amei naquela época, e hoje amei de novo, queria te agradecer. E então a música para.

[Num outro país, num mesmo instante] Estava lavando meu cabelo, foi um dia cansativo, usar salto sempre me deixa tão cansada. E foi num momento inesperado que no rádio começou tocar a música, a música que lembrava ele. E eu senti um amor, senti um calor da vida, eu senti ele, e lembrei de tudo, e fiquei feliz.

Por Edson Lopes
Foto por Cansu Boğuşlu
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